Já que no Pego tivemos que nascer...Somos pegachos até morrer.

Caracterização

Aldeia Típica – “Aldeia das casas baixas”, situada numa zona de influências culturais de várias regiões, o Pego é um aglomerado de grande tradição rural, situado num pequeno planalto sobre o Tejo, pertence ao Concelho de Abrantes, Distrito de Santarém e à província do Ribatejo mas no ponto onde este se encontra com a Beira Baixa e o Alentejo. O Pego tem aproximadamente uma área de 36.08 km2 e 3.500 habitantes.

O território do Pego é sobretudo pobre, pouco apto para a agricultura. Apenas o lugar de Coalhos é terreno de aluvião e a margem junto ao Tejo e a das da Ribeira de Coalhos são férteis. Por isso, a estrutura do povoamento é simples: o Pego como sede de freguesia e o pequeno lugar de Coalhos; depois apenas os “montes” ou casais nas herdades das famílias acima referidas.

Em consequência, os pegachos tinham que partir para fora em busca de sustento. Foram e ainda são exímios carvoeiros segundo o método tradicional dos fornos de terra; partiam para as mondas do trigo e do arroz e para a apanha da azeitona; iam ceifar para o Alentejo e mais recentemente vão para a vindima e para a apanha do tomate.

No Pego dominava a agricultura modesta. Os lagares de azeite e as azenhas foram as indústrias tradicionais. O fogo de artifício também teve lugar.O fabrico de carvão por método tradicional também era actividade vulgar, dando mais tarde origem a uma unidade industrial de produção através de fornos permanentes.

Uma espécie de impressão digital que facilmente anuncia o pegacho é o seu falar típico. É difícil dizer em que consiste a sua especificidade, uma vez que não consta que alguma vez tenha sido estudado. Mas a verdade é que “nota-se logo que é pegacho”. Por um lado é o tom de voz. Por outro a mudança do “a” em “e” nas sílabas tónicas. Falam alto e com sotaque bem acentuado, entre o arrastamento do Alentejo e a aspereza da Beira Interior. Usam vocábulos poucos usuais, que só pelo sentido da frase se consegue decifrar: - esbandejar (sacudir roupas na ribeira); esponsar (lavar o chão); esculteira (cafeteira); frizir (fritar); mensa (mesa); baraço (cordel); anemel (animal), etc.

Questão linguística da maior importância é a recusa intransigente da pronúncia de “Pêgo” em vez de Pego (“Pégo”), erro em que cai muito gente que não está informada. Outra área de interesse social e linguístico é as alcunhas: são tantas e variadas que houve mesmo quem fizesse um fado usando apenas “alcunhos”.

Aos habitantes do Pego chamam-se Pegachos (..sou do Pego, sou Pegacho minha terra não a nego ...).As casas, o artesanato, o rancho, a gastronomia e o falar típico, são os cinco cartões de visita do Pego.

 
  • Como ir - de carro a melhor maneira de chegar ao Pego é ir na direcção de Abrantes através da A23, a que se tem fácil acesso pela A1 no nó de Torres Novas. O Transporte público está assegurado pelo comboio (CP) ou de autocarro.
  • O que visitar - Igreja Paroquial de Santa Luzia, Capela do Senhor dos Aflitos e as casas tipicas.
  • Onde Comer (pratos tipicos)
  • - Ti Pedro
  • - Claudino
  • - Pechalha
  • - O Bento
  • Especialidades - Enchidos, bucho e tripa, orelha, febras, entrecosto, coração, lingua e entremeada.
  • Outra Gastronomia Pegacha - Migas Carvoeiras, Migas de Couve, Couves com Feijão, Bolo Amassado, Coscorões, Arroz Doce, etc.